O Campeonato Pernambucano 2023 começou. E, entre os três grandes clubes da capital, apenas o Náutico entrou em ação. Pegou jogo difícil em Caruaru e se complicou: derrota para o Central, por 2×1. Antes de falar desse jogo, lamento o fato do Sport não estrear na competição como estava previsto pelo simples fato de não ter um lugar jogar. Os dirigentes que fazem o futebol pernambucano, a torcida e a crônica esportiva não podem normalizar um fato desse. Para mim, vergonhoso. A Ilha do Retiro em reforma, Arena de Pernambuco largada… E o torcedor rubro-negro sem o seu time jogar. No domingo tradicional do futebol, tem o Santa Cruz enfrentando o Botafogo-PB, no Arruda, pelo pré-Nordestão.
Mas, vamos ao Timbu…. Por mais que tenha ficado decepcionada por conta do rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro, no final do ano passado, o torcedor alvirrubro vivia a expectativa da estreia do Náutico pelo Pernambucano. Mas a decepção foi maior, pois diante de um Central embalado por atuar dentro de casa, acabou sendo derrotado, por 2×1. Duelo bem disputado, três gols marcados, torcida marcando presença, mas perder era algo que o técnico Dado Cavalcanti não queria mesmo nesse começo de trabalho para a temporada.
O Náutico vive, naturalmente, uma fase de transição. Depois do vexame no ano passado, apenas Victor Ferraz e Souza ficaram para a temporada 2023. E olhem que esses dois jogadores não se livraram da crítica da torcida por más atuações no Campeonato Brasileiro. Muitos jogadores foram contratados e não sabemos bem a qualidade técnica desses atletas. O Timbu foi para caruaru com atletas da casa no time titular e um banco de reservas com apenas sete jogadores. Um bom mote para justificar a derrota, mas é ruim demais para o planejamento da equipe.
Perder na estreia do Campeonato Pernambucano não é o final do mundo. Mas aponta as falhas e isso precisa ser visto como algo positivo. O olhar crítico do técnico Dado Cavalcanti fica mais atento, assim como o da diretoria e parte-se logo para os ajustes. Mas é isso que se espera, não é? A prática é diferente. No ano passado, a campanha de altos e baixos, arrastada, foi maquiada pela conquista do título e, quando foi para a disputa da Série B, a situação desandou de vez.