Foto: Ricardo Fernandes/Spia Photo
Ufa! Foi meio agoniante, mas deu tudo certo. O Náutico não jogou bem contra o Campinense, mas conseguiu o resultado que pretendia para garantir vaga na Copa do Nordeste de 2020. O 2×0 valeu a classificação. Mas valeu a garantia de cota financeira e valeu a paz de uma vitória. O Timbu precisava. Restabelecer a confiança é vital para o plano mais alto que o clube tem para a temporada: o acesso à Série B.
A presença do técnico Gilmar Dal Pozzo foi importante para o Náutico corresponder a expectativa nessa partida. Não importava se jogasse bem ou mal. O foco era só a vitória. A diretoria acelerou o passo para a sua contratação. E ele não teve receio em ficar na beira do gramado sem, praticamente, ter treinado a equipe. Foi louvável sua escolha. Ele não tinha muito o que fazer na questão técnica e tática. Era preciso mudança de atitude e o treinador não parou de incentivar seu grupo.
Mas Dal Pozzo também corria sério de estrear sendo eliminado. Principalmente depois do primeiro tempo sem graça. O primeiro tempo começou como Náutico perdendo duas boas chances. Ambas em que a defesa do Campinense deu sopa e os alvirrubros não souberam aproveitar. Balançaram até as redes, mas a arbitragem errou, alegando que a bola havia feito uma curva para tiro de meta, após cobrança de escanteio. Mas foi muito pouco. Após o ajuste defensivo do Campinense, o Timbu não conseguiu mais chegar com perigo e o jogo ficou sem lances de perigo.
No segundo tempo, Dal Pozzo não tinha outra alternativa a não ser lançar o time do Náutico ao ataque. O volante Josa saiu para a entrada do atacante Rafael Oliveira. O time se expôs. Continuou tendo mais posse de bola do que o adversário, mas foi o rubro-negro que criou a sua grande chance de marcar. Ferreira foi lançado, passou pelo goleiro Bruno e chutou. Hereda salvou. O duelo estava igual até então. No entanto, como jogava pelo empate e estava bem postado defensivamente, o Campinense dava sinais de que não iria ceder.
Até que Luiz Henrique cruzou da direita e encontrou Odilávio, livre de marcação, que desviou de cabeça para as redes. O Timbu ganhou o que precisava: confiança. Desta vez, o Timbu não precisou de um só jogador para resolver a parada. Com Wallace Pernambucano bem marcado desde o início da partida, foi o conjunto alvirrubro que fez a diferença. Não que enchesse os olhos do torcedor com um futebol. Mas todos os atletas me movimentaram bem e acreditaram até o fim. O prêmio aconteceu aos 43 minutos, com Rafael Oliveira empurrando a bola para as redes! Classificação garantida sem o sofrimento dos pênaltis.